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Dino falta em comissão e deputados soltam o verbo

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Nikolas Ferreira
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Resumo

Nikolas Ferreira questiona a ausência de Flávio Dino, ministro da Justiça, em comissão de Segurança Pública, e critica falta de transparência na investigação sobre câmeras do 8 de janeiro, atuação da PF e combate ao crime organizado.

A falta do ministro que deveria estar lá

Flávio Dino, ministro da Justiça e Segurança Pública, não compareceu à convocação feita pela Comissão de Segurança Pública da Câmara. A justificativa apresentada foi um simples e-mail enviado às 9h37 da manhã, com a sessão marcada para as 9 horas. Nikolas Ferreira não poupou críticas ao ministro.

“Ele desrespeita novamente essa comissão não vindo aqui e mandando um e-mail às 9 horas e 37 da manhã estava marcado aqui às 9 horas. Nenhum deputado de esquerda estava aqui, ou seja, já sabiam que ele não estaria aqui.” Nikolas Ferreira, durante pronunciamento na Comissão de Segurança Pública.

O deputado destacou que a ausência revela padrão: quando convocado em comissões anteriores, o ministro havia prometido estar disponível, mas deixou de comparecer. Para Nikolas, isso demonstra desprezo pelo poder legislativo.

As câmeras que não foram entregues

Um dos principais pontos levantados por Nikolas diz respeito às câmeras de vigilância do Ministério da Justiça. O ministério possui aproximadamente 200 câmeras, mas entregou apenas quatro relacionadas ao dia 8 de janeiro.

“De quase 200 câmeras que tem no Ministério da Justiça, ele entregou apenas quatro relacionados ao dia 8 de janeiro. É a primeira vez que eu vejo nosso país ter pessoas presas querendo investigação e os investigadores não querendo investigação.” Nikolas Ferreira, em seu discurso na comissão.

O deputado sublinha que esse cenário é inédito: cidadãos condenados buscam investigação, mas quem deveria investigar parece não querer apurar os fatos. Para Nikolas, essa postura é incompatível com o dever de um ministério da Justiça compromissado com a verdade.

A interferência na Polícia Federal

Nikolas também apontou que Flávio Dino teria interferido na Polícia Federal em quatro ocasiões. Ele relembrou o caso do delegado Ramagem, indicado pelo presidente Bolsonaro para diretor da Polícia Federal, decisão que sofreu bloqueio de “grandões” do governo anterior.

“Quando o presidente Bolsonaro iria indicar o delegado Ramagem para diretor da Polícia Federal, veio lá os grandões e meteram dedo. Mas sendo que isso é competência constitucional do Presidente da República.” Nikolas Ferreira, questionando interferências na PF.

Para o deputado, não há coerência em censurar uma indicação presidencial legítima enquanto, simultaneamente, se permite que a Polícia Federal trabalhe sob pressão política implícita.

Crime organizado fora do radar

A falta de prioridade real no combate ao crime organizado também foi denunciada. Nikolas comparou a postura do ministério com o que seria esperado de um responsável genuíno pela segurança:

“Quando é para poder ir para cima do Comando Vermelho, do PCC, não tem coragem. Ele é pequenininho, mas fica grandão quando é para poder ir para cima de quem o chama de gordola.” Nikolas Ferreira, criticando seletividade na atuação.

O deputado destacou que volumes de apreensão de maconha e cocaína caíram bruscamente em comparação com o governo anterior. Além disso, houve corte de R$ 720 milhões em Segurança Pública, sem que o ministério oferecesse manifestação firme contra o crime organizado.

Principais pontos destacados

  • O ministro Flávio Dino faltou à convocação em comissão, enviando apenas um e-mail como justificativa
  • De aproximadamente 200 câmeras do Ministério da Justiça, somente 4 foram entregues para investigação do 8 de janeiro
  • Nikolas apontou interferências da Justiça na Polícia Federal em pelo menos 4 ocasiões
  • Houve corte de R$ 720 milhões em orçamento de Segurança Pública
  • Volumes de apreensão de maconha e cocaína caíram em comparação ao governo anterior
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FAQ: Perguntas Frequentes

1. Por que Flávio Dino não compareceu à comissão?

Flávio Dino enviou um e-mail como justificativa horas depois da sessão já ter iniciado. Nikolas Ferreira e outros deputados questionam por que um ministro da Justiça não teria prioridade em comparecer a uma convocação do Congresso Nacional.

2. Quantas câmeras foram entregues para investigação do 8 de janeiro?

De aproximadamente 200 câmeras disponíveis no Ministério da Justiça, apenas 4 foram entregues para investigação relacionada ao 8 de janeiro. Nikolas destaca isso como sinal de falta de transparência.

3. Qual é o papel de um ministro da Justiça no combate ao crime organizado?

O ministro deveria atuar de forma firme e consistente contra facções e crime organizado. Nikolas apontou que volumes de apreensão de drogas caíram significativamente e criticou a falta de manifestação contundente contra o crime.

4. Como Flávio Dino interferiu na Polícia Federal?

Segundo Nikolas, houve interferências em pelo menos 4 ocasiões, incluindo o bloqueio da indicação do delegado Ramagem como diretor da PF por ordem do presidente Bolsonaro.

5. Qual foi o corte no orçamento de Segurança Pública?

Flávio Dino cortou R$ 720 milhões do orçamento destinado a Segurança Pública, redução que impacta investimentos em infraestrutura e operações policiais.

6. O que significa o silêncio sobre investigações no 8 de janeiro?

Nikolas questiona a inconsistência de investigar e prender pessoas envolvidas no episódio de 8 de janeiro, mas não entregar as câmeras e registros que poderiam elucidar completamente os fatos.

7. Como a falta do ministro afeta o trabalho legislativo?

A ausência de Flávio Dino impede diálogo direto com a Câmara, limita a capacidade de fiscalização parlamentar e sinaliza desprezo pela instituição legislativa, segundo a crítica de Nikolas.

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Nikolas é atualmente Deputado Federal pelo estado de Minas Gerais sendo, em 2022, eleito o deputado mais votado do país e o mais votado da história de Minas Gerais, com 1,49 milhão de votos e apenas 26 anos. Hoje, na Câmara e nas redes sociais, luta pela Verdade, pela Família e pelo Brasil.

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Nikolas Ferreira
O Autor

Nikolas Ferreira

Deputado Federal por Minas Gerais, PL

Colunista da Gazeta do Povo

Deputado Federal mais votado de todo o Brasil em 2022 e o mais votado da história de Minas Gerais. Mineiro de Belo Horizonte, cristão e conservador, tem sua atuação pautada pela defesa da família, da liberdade e do livre mercado. Formado em Direito pela PUC Minas, atua na Comissão de Constituição e Justiça e presidiu a Comissão de Educação da Câmara. É colunista do jornal Gazeta do Povo.