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Nikolas enquadra a esquerda na CPMI

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Nikolas Ferreira
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Nikolas Ferreira comparece à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os atos do dia 8 de janeiro e desmonta o que chama de questionamentos vexatórios, fora de escopo e inconstitucionais. Ao longo de seu depoimento, o deputado responde com fatos à acusação implícita de ter participado de planejamento golpista, critica a relatora por quebrar a presunção de inocência e expõe a falta de imparcialidade e consistência dos senadores e deputados da comissão.

CPMI viola Constituição Federal em questionamentos

Nikolas levanta uma questão de ordem fundamental sobre o funcionamento da CPMI: segundo o artigo 58, parágrafo 3º da Constituição Federal, as comissões devem apurar fatos determinados. No depoimento dele, a relatora e diversos senadores fizeram perguntas que fogem completamente do escopo da investigação.

“A Constituição Federal não está sendo cumprida porque os questionamentos, por exemplo, foram no seguinte sentido: se o senhor tinha foto com Bolsonaro, se o senhor tinha conhecimentos que a empresa era apoiada por Trump, qual foi as compras de veículos da PRF, o número de mortes em estrada, sobre espião Pegasus. A relatora, com toda a sua imparcialidade, teve a coragem de perguntar se o senhor conhecia a respeito da Granada bailarina. Foi colocado um questionamento se a camisa 22 era ou não do Rodinei do Flamengo. Isso chega a ser vexatório para um governo.” Nikolas Ferreira, na CPMI.

Essas perguntas não apenas desrespeitam a Constituição ao sair do escopo, mas também configuram o que Nikolas classifica como vexação deliberada, onde temas absolutamente irrelevantes à investigação são usados para constranger o depoente.

Relativismo: perguntas diferentes para pessoas diferentes

O deputado aponta uma inconsistência grave na forma como a comissão questiona. Enquanto faz perguntas vexatórias e fora de escopo ao próprio Nikolas, a relatora e demais senadores deixam de questionar adequadamente outros atores. Ele cita o novo diretor da PRF, que estava à frente da instituição quando os atos ocorreram.

“A escolha do PRF do diretor e a sua imparcialidade e a sua proximidade com o presidente Bolsonaro. Eu gostaria por gentileza de colocar a foto do então Imparcial novo diretor da PRF com seu charuto, boneco humano. Vocês gostariam de ver onde ele tá com a sua toda imparcialidade com a foto do atual ministro da Justiça.” Nikolas Ferreira, na CPMI.

A crítica é contundente: enquanto questiona Nikolas sobre sua relação com autoridades passadas, a comissão ignora as conexões da atual gestão com o governo. Trata-se de um duplo padrão que, segundo Nikolas, viola os princípios básicos de investigação imparcial.

Relatora quebra presunção de inocência

Um dos pontos mais sérios levantados por Nikolas diz respeito ao comportamento da relatora da CPMI. No primeiro dia da comissão, ela afirmou que os atos do dia 8 foram golpistas, antes mesmo de qualquer conclusão investigativa.

“Quando a gente olha a questão aqui de acusações feitas ao senhor, como se o tom fosse além de acusatório fosse de sentença. Infelizmente nós temos a relatora que em seu primeiro dia de CPI disse que foram atos golpistas. Acredito que o mais juiza não pode dar uma sentença sem a finalização dos Autos. Nós temos a presunção da inocência onde a pessoa não pode ser culpada até que haja transitado em julgado.” Nikolas Ferreira, na CPMI.

Essa constatação questiona a própria validade jurídica dos procedimentos, pois um processo investigativo que começa com uma sentença pré-julgada viola princípios fundamentais da lei. A relatora, ao seu ver, descumpre o dever de imparcialidade desde o primeiro dia.

Os fatos sobre o dia 8: depoimento de Nikolas

Quando questionado sobre seu envolvimento nos atos de 8 de janeiro, Nikolas é direto. Responde que não ocupava cargo público naquela data (havia sido exonerado em 21 de dezembro de 2022) e que nunca participou do planejamento ou execução de nenhuma manifestação pós-eleições de 2022.

“O senhor fez parte do planejamento execução ou de qualquer diretriz de alguma manifestação ocorrida após eleições de 2022? Não. A última reunião que eu participei foi acerca da segurança do presidente Lula ali pra frente o meu substituto por 9 dias já que tocou essa operação.” Nikolas Ferreira, respondendo à CPMI.

Nikolas também afirma não ter conhecimento de manifestações de grande proporção planejadas em Brasília após as eleições. Seu depoimento, portanto, desmente a narrativa de envolvimento em golpismo que a comissão parecia estar buscando validar desde antes das oitivas.

Duplicidade de critérios em questões básicas

Um exemplo que bem ilustra a falta de coerência da comissão envolve perguntas sobre o uso de celular em reuniões. Nikolas foi questionado sobre isso, mas responde que o próprio presidente Lula não utiliza celular em seus churrascos, situação que ninguém questiona. Da mesma forma, critica a atuação da PRF em relação a ministras que andam de moto sem capacete, enquanto a comissão questiona o comportamento de ex-ocupantes de cargos.

“Quando a gente olha a questão aqui de acusações feitas ao senhor com relação a questionamentos de acusatório fosse de sentença. Com relação a questionamentos a respeito da sua gestão e vida pregressa. O senhor é deputado, ele já foi embora, mas o senhor Deputado está dizendo que o Ministro Alexandre de Moraes é um mentiroso. Isso é complicado, isso é muito grave.” Nikolas Ferreira, na CPMI.

A inconsistência na aplicação de critérios desqualifica a comissão como investigadora imparcial, reduzindo-a, na percepção de Nikolas, a um espaço de campanha política disfarçada de apuração.

Principais pontos

  • CPMI questiona temas vexatórios (Granada bailarina, camisa 22) absolutamente fora de seu escopo constitucional;
  • Relatora de CPI afirmou golpismo no primeiro dia, violando presunção de inocência antes do fim das investigações;
  • Nikolas não ocupava cargo público no dia 8 e nega participação em qualquer planejamento de manifestação;
  • Senadores aplicam critérios diferentes: questionam Nikolas mas não questionam autoridades atuais com igual rigor;
  • Duplicidade em medidas como uso de celular e cumprimento de protocolos de segurança;
  • Senadores que se recusaram a assinar a abertura da CPMI agora pedem retirada de membros que fizeram tudo para investigar.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que é a CPMI sobre o dia 8?

A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) foi criada para investigar os atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando multidões invadiram os prédios da Praça dos Três Poderes. Nikolas responde que não ocupava cargo público naquela data, havendo sido exonerado em 21 de dezembro de 2022.

Quais foram as questões vexatórias feitas na CPMI?

A relatora questionou Nikolas sobre temas completamente fora de escopo, como se ele conhecia a “Granada bailarina”, ou se uma camisa com o número 22 pertencia ao jogador Rodinei do Flamengo. Essas perguntas não têm nenhuma relação com a investigação sobre o dia 8.

Por que Nikolas critica a relatora da CPMI?

Nikolas afirma que a relatora violou a presunção de inocência ao afirmar, no primeiro dia da comissão, que os atos foram golpistas, antes mesmo de concluir a investigação. Uma juíza não pode dar sentença sem o término dos autos.

Nikolas participou do planejamento dos atos de 8 de janeiro?

Não. Nikolas foi claro ao responder que não participou de nenhum planejamento ou execução de manifestação após as eleições de 2022. A última reunião que participou foi sobre segurança do presidente Lula, antes de sua exoneração.

Qual é o argumento de Nikolas sobre o escopo da CPMI?

Nikolas invoca o artigo 58, parágrafo 3º da Constituição Federal, que estabelece que as comissões devem apurar fatos determinados. As perguntas vexatórias e fora de escopo, segundo ele, violam a Constituição.

A CPMI aplicou os mesmos critérios a todos os depoentes?

Não. Nikolas demonstra que, enquanto é questionado sobre relacionamentos e comportamentos pessoais, o novo diretor da PRF, que estava à frente da instituição durante os eventos, não recebe o mesmo nível de questionamento sobre suas ligações com autoridades.

O que Nikolas diz sobre a narrativa de golpe?

Nikolas afirma que seu depoimento “sepulta toda a narrativa de que o senhor fez parte de um plano inicial de um possível golpe”, pois responde com fatos que desmontam a acusação implícita. A vinda dele à CPMI “nada mais foi do que uma tentativa frustrada” de levantar essa narrativa.

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FAQ: Perguntas Frequentes

Sobre o que trata o artigo “Nikolas enquadra a esquerda na CPMI”?

Nikolas responde à CPMI sobre o dia 8 e expõe questões vexatórias, falta de escopo e violação da Constituição pelos senadores e deputados.

Onde assistir ao vídeo completo?

O conteúdo original está disponível no canal oficial de Nikolas Ferreira no YouTube.

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Nikolas é atualmente Deputado Federal pelo estado de Minas Gerais sendo, em 2022, eleito o deputado mais votado do país e o mais votado da história de Minas Gerais, com 1,49 milhão de votos e apenas 26 anos. Hoje, na Câmara e nas redes sociais, luta pela Verdade, pela Família e pelo Brasil.

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Nikolas Ferreira
O Autor

Nikolas Ferreira

Deputado Federal por Minas Gerais, PL

Colunista da Gazeta do Povo

Deputado Federal mais votado de todo o Brasil em 2022 e o mais votado da história de Minas Gerais. Mineiro de Belo Horizonte, cristão e conservador, tem sua atuação pautada pela defesa da família, da liberdade e do livre mercado. Formado em Direito pela PUC Minas, atua na Comissão de Constituição e Justiça e presidiu a Comissão de Educação da Câmara. É colunista do jornal Gazeta do Povo.