Nikolas Ferreira visitou o presídio feminino de Brasília, conhecido como Colmeia, acompanhado pelo Senador Cleitinho, para ouvir relatos de mulheres detidas após os eventos de 8 de janeiro de 2023. Durante a visita, o deputado e o senador conversaram com detentas que afirmam serem inocentes e acusam o processo penal de arbitrariedade. O relato reacende o debate sobre a necessidade de apuração rigorosa para distinguir entre aqueles que efetivamente participaram de atos de vandalismo e aqueles que foram presos sem fundamento legal suficiente.
Detentas que afirmam ser inocentes dos atos de vandalismo
Durante a conversa com as presidiárias, Nikolas e Cleitinho ouviram relatos de mulheres que afirmam nunca ter estado no local dos eventos. Segundo o deputado, algumas detentas nem sequer se encontravam em Brasília no dia 8 de janeiro, mas foram presas posteriormente. O relato evidencia situações que, segundo Nikolas, exigem apuração cuidadosa.
“A gente está aqui para poder ver se não teve nenhum tipo de ilegalidade no processo, você não teve nenhum tipo né de tratorada na hora de fazer aqui com que as pessoas fiquem detidas aqui portanto. Que chega pra gente aqui que tem pessoas que não estava nem na hora daquela hora do vandalismo.” Nikolas Ferreira, durante visita à Colmeia.
O deputado deixou claro que não defende impunidade para quem cometeu crimes. Sua posição é firme: quem fez tem que pagar. O que se questiona, porém, é o rito processual legal e a seletividade nas detenções. Nikolas relata que pessoas mais velhas, indivíduos com comorbidades e até quem descobriu câncer durante o encarceramento estão presos, e algumas alegam ter sido vítimas de erro processual ou prisão sem fundamentação adequada.
Mulheres com comorbidades sofrendo nas penitenciárias
Um dos pontos que mais tocou Nikolas durante a visita foi descobrir que algumas detentas possuem graves problemas de saúde. Segundo o relato do deputado, ele “confessou que até mesmo desacreditava que houvesse pessoas inocentes lá dentro, mas a gente ouviu vários relatos aqui que precisam ser apurados.”
“Tem pessoas aqui mais velhas, pessoas aqui com comorbidades, pessoas que descobriram câncer aqui dentro, pessoas que estão é meses sem falar com a família.” Nikolas Ferreira, relatando o que ouviu na Colmeia.
O deputado reconheceu a gravidade dos relatos sobre o tratamento humanitário das prisioneiras. Meses sem contato com a família, diagnósticos de doenças graves durante o encarceramento e a vida privada de dignidade básica são questões que, segundo Nikolas, precisam ser averiguadas com seriedade pela justiça.
É preciso separar o jogo do crime verdadeiro
Nikolas reafirma um posicionamento que marca sua fala política: não passar pano em criminosos. Sua crítica não é contra a punição, mas contra a desproporcionalidade e a falta de seletividade na aplicação da lei. O debate central é distinguir entre quem participou efetivamente de atos criminosos e quem foi apanhado injustamente pela máquina de justiça.
“Gente não quer passar pano em quem cometeu o crime, não pelo contrário, é festa tem que pagar e acabou. Agora o que precisa ser apurado é que tem pessoas aqui que nos relataram que elas são inocentes, que inclusive não tava nem lá no lugar e simplesmente chegaram aqui descobriram que estava sendo preso.” Nikolas Ferreira, deixando clara sua posição sobre justiça.
A posição do deputado reflete a preocupação com a integridade do processo penal. Não é possível ter uma democracia saudável se o sistema legal não consegue distinguir entre culpa comprovada e acusação infundada. Nikolas insiste que, apesar dos relatos que ouviu, faltam elementos probatórios que deveriam ser públicos e disponíveis para escrutínio.
A transparência que falta: pedido de gravação dos depoimentos
Um aspecto que frustrou Nikolas durante a visita foi a impossibilidade de gravar os depoimentos das detentas para mostrar à população. O sigilo do processo penal, embora tenha justificativas legais, impede que a verdade das falas seja conhecida publicamente. Por isso, Nikolas sinalizou pedindo à juíza responsável que autorize a gravação dos depoimentos.
“Acho que o mais importante a gente pudesse filmar para mostrar para vocês os depoimentos. Tem situações aqui com a moça contou pra gente que o ano chegou aqui gente à noite já tinha acontecido tudo que eles vieram não foi nem para o dia oito não era para o dia 9 para segunda-feira para fazer uma outra manifestação.” Nikolas Ferreira, sobre a impossibilidade de gravar.
A falta de transparência, segundo Nikolas, prejudica o esclarecimento público. Se as detentas de fato forem inocentes, a gravação dos depoimentos seria evidência de que houve erro processual. Se forem culpadas, a mesma transparência as condenaria. Nikolas pediu à Doutora Leila, juíza responsável, que autorize a gravação para que a verdade seja conhecida.
Reabrir a CPMI do 8 de janeiro para apuração rigorosa
Nikolas fez uma convocação clara: deputados e senadores que não assinaram a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os eventos de 8 de janeiro devem assinar agora. A CPMI é, na visão do deputado, o instrumento apropriado para apurar se houve ilegalidades nas detenções e condenar de verdade quem cometeu crimes.
“E aí assim, a gente precisa separar o jogo do crime é importante que a gente pegou informações aqui a gente não pode filmar. Eu acho que o mais importante a gente pudesse filmar para mostrar para vocês os depoimentos para trazer transparência pra vocês e como eu disse gente eu não passo pra não quem fez coisa errar tem que pagar mas tem inocentes aqui pagando pelos pecadores.” Nikolas Ferreira, sobre a necessidade da CPMI.
A reabilitação da CPMI seria o caminho institucional para esclarecer os fatos. Nikolas observou que não há esquerdistas assinando a comissão, o que levanta questionamentos sobre por que não se deseja transparência total sobre o que realmente aconteceu.
Apelo para investigação ao ministro Alexandre de Moraes
Nikolas também sinalizou que solicitará uma reunião com o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal para conversar sobre os casos de possíveis inocentes presos. O deputado quer mostrar ao ministro os depoimentos e as situações relatadas pelas detentas, esperando esclarecer as circunstâncias de cada prisão.
“Outra coisa que eu vou também pedir é uma reunião com o próprio Alexandre Morais o ministro que a gente possa conversar com ele pra gente poder esclarecer e mostrar pra ele vários depoimentos estão aqui que tem pessoas que não participaram né a gente precisa esclarecer isso pra pra todo o Brasil.” Nikolas Ferreira, sinalizando pedido de reunião.
Nikolas deixa claro que sua preocupação não é com soltura indiscriminada, mas com esclarecimento. Se de fato houve ilegalidades, elas precisam ser corrigidas. Se as detentas cometeram crimes, a justiça deve ser aplicada conforme as provas. O que não pode ser permitido é que inocentes paguem pelos pecadores.
A verdade está sendo suprimida, mas precisa ser dita
Nikolas encerra sua fala com uma convocação ao Brasil: a verdade sobre o que realmente aconteceu nas detenções de 8 de janeiro está sendo escondida pela mídia. Cabe à população e às instituições públicas exigir que essa verdade seja dita e que a justiça seja aplicada com rigor, mas também com imparcialidade.
“Verdade está sendo escondida tá sendo suprimida pela mídia mas a gente tá aqui poder falar a verdade legalizar esse vídeo para todo o Brasil, estamos juntos.” Nikolas Ferreira, encerrando seu relato.
O deputado convoca para que esse vídeo e esse relato sejam compartilhados, trazendo a voz daqueles que foram silenciados pelas estruturas de poder.
Principais pontos destacados
- Nikolas e Senador Cleitinho visitaram o presídio feminino Colmeia para ouvir relatos sobre detenções após 8 de janeiro;
- Detentas relataram serem inocentes e nunca terem participado dos atos de vandalismo;
- Algumas mulheres presas possuem comorbidades graves e descobriram doenças como câncer durante o encarceramento;
- Nikolas reafirma que quem cometeu crime tem que pagar, mas questiona possíveis ilegalidades no processo;
- Pediu autorização da juíza Leila para gravar depoimentos e trazer transparência;
- Convocou assinantes da CPMI do 8 de janeiro para apuração rigorosa;
- Sinalizou reunião com ministro Alexandre de Moraes para esclarecer casos de possíveis inocentes;
- Afirma que a verdade está sendo suprimida pela mídia e precisa ser conhecida.
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FAQ: Perguntas Frequentes
O que é o presídio Colmeia em Brasília?
A Colmeia é um presídio feminino de Brasília que se encontra no centro administrativo da capital. O prédio abriga mulheres presas em diversos processos judiciais, incluindo aquelas detidas após os eventos de 8 de janeiro de 2023. O presídio tem capacidade limitada e, como muitas unidades penitenciárias brasileiras, enfrenta problemas estruturais e de recursos.
Por que Nikolas e Cleitinho visitaram o presídio?
O deputado e o senador receberam denúncias de pessoas que afirmam terem familiares detidos injustamente após o 8 de janeiro. Para cumprir seu dever de investigação parlamentar, visitaram o presídio para ouvir relatos diretos das detentas e apurar se houve ilegalidades no processo de prisão. Nikolas deixou claro que não defende impunidade, mas quer esclarecer se todos que estão ali efetivamente cometeram crimes.
Como Nikolas diferencia culpados de inocentes entre os presos?
Segundo Nikolas, a diferença está no rito processual legal. Ele defende que todos têm direito a processo justo e acesso às provas contra si. Se uma mulher foi presa sem estar no local do vandalismo e sem provas que a conectem ao crime, isso constituiria prisão arbitrária. Se esteve lá e participou, deve responder pelos atos. O que Nikolas questiona é a falta de transparência sobre o que levou a cada detenção.
Por que a gravação dos depoimentos é importante?
A gravação dos depoimentos teria valor duplo. Se feita e divulgada publicamente, comprovaria para o Brasil que as detentas contam uma história específica sobre suas prisões. Nikolas acredita que essa transparência é fundamental para responsabilizar o sistema judicial e demonstrar ao povo o que realmente aconteceu. O sigilo processual, embora tenha razões legais, impede que a sociedade conheça os detalhes dos casos.
O que é a CPMI do 8 de janeiro e por que Nikolas a solicita?
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) é uma estrutura institucional que permite a investigação conjunta de Câmara dos Deputados e Senado sobre temas de interesse público. Uma CPMI específica sobre 8 de janeiro teria o poder de convocar testemunhas, acessar documentos, e produzir um relatório com conclusões sobre o que realmente aconteceu. Nikolas solicita sua reabertura ou efetiva implementação para que haja esclarecimento rigoroso.
Qual é a posição de Nikolas sobre punição para quem cometeu crimes?
Nikolas é absolutamente claro: quem cometeu crime tem que pagar. Ele não está pedindo liberdade indiscriminada para ninguém. O que questiona é a seletividade e a possibilidade de que pessoas inocentes estejam presas por engano ou ilegalidade. Sua posição é que a justiça deve ser rigorosa e imparcial, condenando culpados e absolvendo inocentes conforme as provas legais.
Qual é o próximo passo que Nikolas sinaliza tomar?
Nikolas sinalizou que solicitará uma reunião com o ministro Alexandre de Moraes para mostrar pessoalmente os depoimentos das detentas e discutir casos específicos. Também pediu à juíza Leila autorização para gravar os depoimentos de forma que a transparência seja maior. Por fim, convoca para que mais parlamentares assinem a CPMI do 8 de janeiro, garantindo que a investigação seja abrangente e institucional.
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Nikolas é atualmente Deputado Federal pelo estado de Minas Gerais sendo, em 2022, eleito o deputado mais votado do país e o mais votado da história de Minas Gerais, com 1,49 milhão de votos e apenas 26 anos. Hoje, na Câmara e nas redes sociais, luta pela Verdade, pela Família e pelo Brasil.
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Titular em exercício, 2023 a 2027
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